Realmente triste com os rumos que a USP tem tomado, tenho lido muito
sobre a infeliz (na minha opinião) ocupação da reitoria e hoje li um
texto do qual gostei muito da Raquel Rolnik, arquiteta e professora da
FAU.
Quem se interessar, perceba que em momento algum ela fala de drogas. A
PM na USP NÃO TEM NENHUMA RELAÇÃO COM O CONSUMO DE DROGAS!!!!!!
É difícil perceber que associar o problema aos maconheiros filhinhos
de papai é apenas uma tática pra desqualificar a posição daqueles que
são contra o uso da força repressiva e indiscriminada da PM na defesa
do patrimônio da USP e de seus aluninhos?
O que está em pauta é a Universidade como uma instituição que pensa a
sociedade e busca caminhos para o desenvolvimento da mesma, e não uma
instituição a mercê do mercado, uma mera formadora de mão de obra
especializada, que está sendo vítima de criminosos inescrupulosos.
O fechamento da USP como espaço público aberto à sociedade, a
proibição do uso do seu espaço por quem não é da comunidade USP e por
fim o uso da polícia militar (uma das polícias que mais mata no mundo,
principalmente se for pobre, e mais ainda se for negro) como solução
para o combate ao crime dentro do campus é mostra da decadência desta
instituição, que por não conseguir transformar, reproduz TODAS as
mazelas da sociedade burguesa.
A luta não é para eu fumar meu baseadinho na praça do relógio, pra
transar no estacionamento da Bio e nem pra delirar com um strip da
bixete na festa da farmácia (bons tempos que não voltam mais!!!!). A
luta é por uma USP independente das garras do mercado, por uma
Universidade autônoma que desenvolva programas reais de extensão, que
não se acovarde diante das questões sócio-políticas-econômicas
inerentes ao meio em que ela foi criada.
A luta é para que a USP deixe de ser um parque de diversão da dita
futura elite intelectual do país e volte a ser um centro de pesquisa e
estudo da cidade como um todo, um epicentro do desenvolvimento do
conhecimento em busca de uma sociedade melhor, um contra ponto ao
pensamento dominante.
Por mais tolo que possa parecer (e não é!!!!) a luta é contra o modelo
privatista neo liberal, cujo o único objetivo é direcionar a
capacidade intelectual e o potencial econômico da Universidade para os
interesses das grandes corporações, ignorando por completo que é este
modelo que tem aprofundado tensões sociais e consequentemente tornando
a sociedade cada vez mais violenta. A PM é só mais um instrumento
neste controle.
Ricardo Simões Gonçalves
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É realmente lamentável seu ponto de vista obscuro e sem nenhum conhecimento sobre o lado B da segurança... sou Guarda Universitário, formado em Direito, Pós Graduado em Direito Constitucional, Direito Administrativo (o que trata justamente sobre as coisas do Estado) e ainda, em Direito Legislativo, temos em nosso quadro muitos profissionais gabaritados a atuar pela segurança, tanto é que poucos sabem que nosso lema é SERVIR E PROTEGER, aproxime-se mais dos seus ditos inimigos, esqueça esses papos saudosistas, estamos numa nova ordem constitucional, procure-nos antes de criticar a segurança em geral... triste constatação esta na USP de que informação em definitivo não é sinônimo de educação!
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